Traduzindo o onírico
Passeei pela avenida, com os pés descalços. Estava vazia, como em nenhuma outra segunda. O céu tinha cara de domingo, como a rua mas um domingo de março, com seus rios voadores. não era março, nem domingo, mas tinha essa cara simpática a chuva varria a sujeira, as inibições e as angústias para as bocas de lobo. um toró revigorante surrava as palmeiras, e as minhas costas. também surrava as memórias. E os rios. também os sem-teto. E os cães de rua. as latas não sentem, os vira-latas sentem até demais. Não tenho pedigr...
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